

Já que eu não consegui ir na Mostra de Cinema (by the way, fui só eu ou alguém mais achou aquele logo da Isabella Rosselini muito ruim?), por pura falta de disciplina de comprar ingresso com antecedência, resolvi arranjar uma desculpa para ir ao cinema novo do Iguatemi. Chegando lá, resolvi tirar teima do hypado O Jardineiro Constante, amado por uns e odiado por outros.
Resultado: o cinema é realmente um espetáculo, e o filme é realmente é uma bomba. Ainda bem que durante as intermináveis 2h10 do filme eu consegui me refestelar nas maravilhosas poltronas de espaldar alto, numericamente escolhidas por mim para que eu pudesse esticar as pernas. Por que senão teria sido uma tortura. Foi dos típicos casos onde demasiada atenção foi dada à direção de arte e fotografia, e o roteiro foi esquecido a segundo plano. No começo vc fica até bem impressionado com a textura e cores das imagens, instabilidade da câmera, e ângulos inusitados. Nem se incomoda de já ter visto isso em Cidade de Deus. Mas quando o filme começa a derrapar já antes da metade, o que era bônus se converte em ônus, pois ninguém tem mais paciência com os (agora) maneirismos de um filme que não segura a onda no conteúdo. Roteiro previsível e clichê sobre a luta de heróis contra as grandes corporações. "Quem vc pensa que é seu amigo é realmente seu inimigo", and so on so forth. Além das inúmeras falhas pueris do roteiro, entre elas: no mundo de hoje, não importa se vc estiver nos confins da África, quem é que ainda troca mensagens altamente comprometedoras e sigilosas por carta??? Por favor, hein, seu Fernando Meirelles, better luck picking a script next time. John Le Carré de c* é r*la.