Quem não a conhece não pode mais ver pra crer Quem jamais esquece não pode reconhecer
Disclaimer: Post mu-mu-mu nostálgico, quem não gostar passe adiante.
Quem lembra dela nos tempos em que morava no Brasil, sempre agitada, com uma resposta na ponta da língua para tudo, fogo nos pés para dançar, sentiu uma pontada no coração ao vê-la entrando no salão de braço dado com o pai para casar-se com o tal do Holandês. Eu achei lindo, pois sei que ela está bem feliz, ainda mais porque vai ganhar companhia logo logo. Mas não deixou de ser um rito de passagem, principalmente para quem a conhece há algum tempo. Valeu a cansativa viagem bate-e-volta. Amore, seja muito feliz e venha mais vezes nos visitar.
No mesmo tema, mas em circunstâncias completamente diferentes, são muito poucos os que reconhecem o rapaz magro de calça cargo camuflada e camisa preta, zanzando na noite paulistana. Sempre simpático, mas tentando sempre ser contido, justamente para não lembrar a ninguém que um dia ele já foi a drag-personalidade *referência* do mundinho clubber underground dos anos 90, idolatrada pela Patolina. Foi morar na Alemanha, e resolveu virar homem, ou quase. Não fala do passado, e sempre que alguém lembrava algum fato desconcertante, tenta abafar o caso e remenda com uma voz soturna: "Eu fui assim, agora não sou mais."
É isso aí, o tempo passa, o tempo voa e eu percebo que estou ficando saudosista (a.k.a. VELHO), tentando me apegar em lembranças do que as pessoas já foram.
Escrito por Antaggio às 20h59
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